brasileiros com ensino superior

Aumenta a taxa de brasileiros com ensino superior

Uma pesquisa da plataforma de inclusão de estudantes no ensino superior entrevistou mais de 50 mil pessoas, e detectou uma elevação de 23% na taxa de brasileiros com ensino superior no Brasil. 

O “Panorama do Ensino Superior Privado do Brasil” mapeou mais de 1,3 mil instituições de graduação (IES), na qual destaca mais de 85% do mercado nacional em toda a federação. 

Com base em uma análise dos dados dos Censos da Educação Superior, do Ministério da Educação, desde 2011, o estudo resultou na identificação na evasão de alguns brasileiros com ensino superior. 

A partir do ano de 2015, a análise detectou uma queda muito significativa. No ano de 2011, chegou a 19%, para 23% em 2016. 

Esse desempenho negativo pode ser justificado, principalmente, pela crise econômica que o país sofreu e, particularmente, nos cursos presenciais, pelo fato da redução elevada nos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), desde 2014.

87% das instituições de ensino superior no Brasil são privadas: https://vaidebolsa.com.br/dados-do-ensino-superior-no-brasil/

O lado dos estudantes

brasileiros com ensino superior

O principal motivo para que os alunos acabam deixando de lado o ensino superior ainda é o dinheiro

Um estudo feito com 50 mil alunos mostrou que esse fator é essencial, seja para os brasileiros com ensino superior ou para aqueles que estão cursando. 

A falta investimento ou até mesmo a falta de capacidade em sustentar a graduação ainda é o ponto principal. 

A segunda justificativa são compromissos pessoais ou profissionais que causam conflitos de agenda para a grade horária, devido ao fato da pouca flexibilidade que grande parte dos cursos presenciais apresentam. 

Por fim, o mais pesa para os jovens são não se identificar com o curso escolhido no ensino superior.

Outro motivo são as elevadas taxas de desemprego, além do aumento das mensalidades que estão acima da inflação, dificultando a permanência em graduação privada. 

Como fica os alunos EAD?

Para entender essa parte dos candidatos, o Quero Bolsa também fez uma pesquisa para saber a funcionalidade dos ensinos a distância no Brasil. 

A maior parte dos brasileiros com ensino superior que foram entrevistados acreditam que o mercado de trabalho não discrimina o trabalhador que teve formação a distância. 

Outra questão que deve ser considerada é que a mensalidade é um fator que vai determinar a escolha da graduação do vestibulandos, já que os menores preços continuam nesta modalidade de ensino.

Conclusão prejudicada

brasileiros com ensino superior

Além disso, considerando o conceito da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Econômico) destaca que o Brasil também está na lista dos piores instituições acadêmica no país. 

De acordo com estudos, em relação à taxa de brasileiros com ensino superior, os dados do estudo também analisa que 67% dos vestibulandos não conseguem concluir o curso no período previsto do curso, que é em média quatro ou cinco anos. 

Normalmente, a situação melhora sete ou oito anos após o ingresso na instituição, quando cerca de metade dos estudantes finalmente conseguem se formar. 

Esse resultado demonstra o patamar ainda inferior à média, onde 67% conseguem o diploma depois desse tempo de estudo. 

Entre a outra metade, de alunos brasileiros que não conseguiram terminar a graduação pelo menos dois terços já abandonaram o sistema e desistiram da formatura.

Embora os dados exponham a necessidade de expansão da graduação no país, o contexto de contingenciamento na área aponta para um caminho oposto. 

Em maio do ano passado, o governo anunciou vários cortes no orçamento das instituições federais de ensino. 

A contenção de recursos tem feito com que as universidades comecem a ter problemas em seu funcionamento. 

Apesar de o financiamento do ensino superior ter crescido, o relatório da OCDE retira uma máxima que foi repetida pelo presidente Jair Bolsonaro desde a campanha eleitoral: a de que o Brasil investe muito em ensino superior. 

O estudo demonstrou também que mesmo que o percentual do PIB (Produto Interno Bruto) gasto pelo país nas universidades públicas seja 1%, maior do que os 0.9% gastos em média pelos países da OCDE, o valor utilizado é ainda inferior à média registrada pelos países da organização. 

Em 2016, enquanto o Brasil gastava, cerca de US$ 14.200 para estudantes na etapa, as nações que compõem a OCDE gastam, em média, US$ 16.100.  

A discrepância pode ser ainda maior nos diagnósticos dos próximos anos, a partir dos desdobramentos da emenda que estabeleceu um teto de gastos para a educação.

O relatório deixou em evidência que, assim como os brasileiros com ensino superior no Brasil, o gasto do estudante na educação básica está abaixo da média dos países da OCDE. 

No ano de 2016, o país consumiu por volta de US$ 3,8 mil por aluno anualmente nos anos iniciais do ensino fundamental. 

Ao mesmo tempo, os países da OCDE gastaram em média US$8,6 mil. Na etapa seguinte, o país gastou US$ 3,7 mil por aluno, e a OCDE US$ 10,2 mil. 

O gasto foi de US$ 4,1 mil por estudante no ensino médio frente a uma média de US$ 10 mil da OCDE.

Contudo, apesar de o índice de brasileiros com ensino superior ter aumentado, ainda há muito o que ser revisto se tratando de educação no Brasil. 

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